Vacinação

A Organização Mundial de Saúde (OMS) preconiza a utilização de três vacinas na população idosa: contra a Influenza, pneumonia pneumocócica e tétano-difteria mas devemos também dar atenção as vacinas contra o vírus da hepatite.

Vacina contra a Influenza:
O vírus da influenza, nossa conhecida gripe, é transmitido por inalação, através de gotículas de saliva suspensa no ar, e incuba por um período de 1 a 4 dias.

A vacina produzida para o Brasil é atualizada 2 x ao ano, de acordo com as características dos vírus em circulação no nosso hemisfério e por isto é muito específica para a população de vírus existentes.

As indicações para a vacina contra a influenza são:

  • Idade superior a 60 anos
  • Portadores de doenças crônicas pulmonares como enfisema e asma, doenças do coração, diabetes (açúcar no sangue) e pressão alta.
  • idosos com doenças nos rins.
  • pessoas com a imunidade deprimida por doenças como Aids ou que tomam medicamentos que causam diminuição da imunidade como quimioterápicos, remédios para tratamento de câncer.
  • pessoas que mantêm contato com pessoas com risco para complicações da gripe, como cuidadores de pacientes idosos, profissionais da área da saúde e familiares.

Os efeitos colaterais são leves e tendem a desaparecer em 24 a 48 horas após a vacinação. As reações gerais são dores musculares, mal estar geral, dor de cabeça, febre baixa com inicio após 6 horas da vacina e regredindo no máximo em dois dias.No local da aplicação pode haver dor, vermelhidão, enduração e coceira. Dificilmente há alergia a vacina.

A única contra-indicação é doença aguda com febre alta.

É importante lembrar que a imunidade só é eficaz para o vírus para o qual a vacina foi produzida, portanto é possível apresentar sintomas de infecção por outros tipos de vírus que causam doenças respiratórias. Esta orientação é necessária para que as pessoas não deixem de vacinar-se no próximo ano por pensar que houve falha na vacina.

Vacina Pneumocócica:
A pneumonia pneumocócica é a mais comum na comunidade, e a transmissão acontece de pessoa a pessoa por inalação. A via de administração é Intramuscular ou subcutânea.

A indicação da vacina é para todos os indivíduos de mais de 60anos, especialmente os moradores de casa de repouso e asilos, e com infecções e internações repetidas. Para portadores de diabetes, enfisema, cirrose, insuficiência cardíaca e renal, Aids e leucemia e alcoolismo.

Recomenda-se vacinar os indivíduos que já tiveram pneumonia pneumocócica por a infecção natural não confere imunidade.

A eficácia da vacina é grande em idosos e em indivíduos de risco maior como no diabético.

A vacina é considerada segura e os efeitos colaterais locais são dor, vermelhidão e inchaço leve. Estas manifestações podem ocorrer em metade dos vacinados e desaparecem em 2 dias no máximo. As manifestações gerais podem ser febre, dor de cabeça e mal estar. Quadros de alergias são raros.

Não há contra-indicações.

A revacinação deve ser feita de cinco em cinco anos.

A vacina contra a influenza pode ser administrada concomitantemente com a pneumocócica.

Vacina contra Difteria e Tétano:
A incidência de tétano aumenta durante os meses quentes e apesar de o número de casos tenham diminuído no total, a incidência entre pessoas acima de 65 anos permanecem constantes correspondendo a quase metade dos casos, isto mostra que as metas preventivas nesta faixa etárias ainda não estão sendo atingidas, além disto, a doença é mais grave nos idosos e a mortalidade muito alta.

Todas as pessoas idosas devem completar uma serie de vacina da difteria combinada com a vacina do tétano. Esta serie consiste me três doses do preparado contendo toxóide diftérico e tetânico , sendo as duas primeiras doses com intervalo de 1 mês e a terceira dose 6 a 12 meses após a segunda dose.

A vacina deve ser feita por injeção intramuscular profunda e as reações podem ser enduração e vermelhidão no local da aplicação. Reações gerais com febre e urticária são raras.

A vacinação completa previne a difteria em 85% e o tétano em 95% e reação alérgica após a primeira dose ou febre alta e infecção grave seriam as únicas contra-indicações para a vacinação.

Vacina contra hepatite A:
A infecção por vírus A ocorre principalmente em regiões onde a água não é tratada e a manipulação das fezes humanas é inadequada, por isto é comum em países subdesenvolvidos Observa-se um aumento no número de idosos infectados pelo vírus da hepatite A nos últimos anos.

A vacina é eficaz e confere imunidade por pelo menos 10 anos e deve ser feita em duas doses com intervalo de 6 a 12 meses.

As reações no local da aplicação como dor e vermelhidão com coceira, são raras e somem rapidamente, pode também apresentar, eventualmente, reações gerais como dor de cabeça, febre baixa, diarréia e vômitos facilmente controláveis. A única contra-indicação é a alergia a vacina.

Vacina contra Hepatite B:
A Hepatite B também aumenta a ocorrência nos idosos, nas regiões de grande incidência. A eficácia da vacina diminui com o aumento da idade sendo de 65% de proteção nos indivíduos acima de 60 anos.

A vacinação recomendada é de três doses : duas doses com intervalo de 1 mês sendo a terceira dose 5 meses após a segunda dose e deve ser intramuscular.

Os efeitos colaterais são dor local e febre baixa e a contra-indicação é somente alergia aos componentes da vacina.